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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Uma boa pergunta





Socialistas, comunistas e nazistas - por que a diferença de tratamento?
por , terça-feira, 11 de agosto de 2015



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Na Europa, especialmente na Alemanha, ostentar uma suástica é um crime.  Ao longo de décadas após a Segunda Guerra Mundial, pessoas têm caçado e punido os assassinos nazistas, que foram responsáveis pela chacina de cerca de 20 milhões de pessoas.
Eis uma pergunta: por que os horrores do nazismo são tão bem conhecidos e amplamente condenados, mas não os horrores do socialismo e do comunismo? Por que se ignora — ou ainda pior: por que se esconde — que as ideias socialistas e comunistas não apenas geraram uma carnificina muito maior, como ainda representaram o que houve de pior na história da humanidade?
Você pode dizer: "Williams, de que diabos você está falando? Socialistas, comunistas e os seus simpatizantes são uma moçada bacana, que apenas luta para que os mais pobres tenham um tratamento justo. Eles querem promover a justiça social!".
Então vamos dar uma rápida olhada na história do socialismo e do comunismo.
Em primeiro lugar, o nazismo é, por definição, uma versão do socialismo. Na verdade, o termo "Nazista" é uma abreviatura para Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães.
[N. do E.: em sua política econômica, os nazistas praticaram controle de preços, controle de salários e arregimentaram toda a produção nacional, voltando-a para o setor militar. Nesse sociedade totalmente arregimentada, todos viviam em função de obedecer às ordens do Führer.

A propriedade dos meios de produção continuou em mãos privadas, mas era o governo quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem tais produtos seriam distribuídos, bem como quais preços seriam cobrados, quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seriam permitidos ao proprietário privado nominal receber.

É por isso que há o socialismo de estilo soviético (bolchevista) e o socialismo de estilo alemão (nazista). Fixar preços é uma forma de ataque à propriedade privada, pois retira dos produtores as opções que eles teriam no livre mercado para aplicar seus recursos. Fixação de preços é um decreto estatal que, na prática, proíbe os proprietários de investirem seus recursos onde bem quiserem.]

Mas os atos inomináveis de Adolf Hitler empalidecem em comparação com os horrores cometidos pelos comunistas na antiga URSS, na República Popular da China e no Camboja, apenas para ficar entre os principais.
Entre 1917 e 1987, Vladimir LêninJosef Stalin e seus sucessores assassinaram 62 milhões de pessoas do seu próprio povo.  O ponto de partida foi a Ucrânia.
[N. do E.: normalmente é dito que o número de ucranianos mortos na fome de 1932-33 foi de cinco milhões.  Deacordo com o historiador Robert Conquest, se acrescentarmos outras catástrofes ocorridas com camponeses entre 1930 e 1937, incluindo-se aí um enorme número de deportações de supostos "kulaks", o grande total é elevado para entorpecentes 14,5 milhões de mortes.]
Já entre 1949 e 1987, o comunismo da China, liderado por Mao Tsé-Tung e seus sucessores, assassinou ou de alguma maneira foi o responsável pela morte de 76 milhões de chineses. [N. do E.: há historiadores que dizem que o número total pode ser de 100 milhões ou mais.  Somente durante o Grande Salto para Frente, de 1959 a 1961, o número de mortos varia entre 20 milhões e 75 milhões. No período anterior foi de 20 milhões. No período posterior, dezenas de milhões a mais.]
No Camboja, o Khmer Vermelho, comandado por Pol Pot, exterminou aproximadamente 3 milhões de cambojanos, em uma população de 8 milhões.
No total, os regimes marxistas assassinaram aproximadamente 110 milhões de pessoas de 1917 a 1987.  Destes, quase 55 milhões de pessoas morreram em vários surtos de inanição e epidemias provocadas por marxistas — dentre estas, mais de 10 milhões foram intencionalmente esfaimadas até a morte, e o resto morreu como consequência não-premeditada da coletivização e das políticas agrícolas marxistas.
Para se ter uma perspectiva deste número de vidas humanas exterminadas, vale observar que todas as guerras domésticas e estrangeiras durante o século XX mataram aproximadamente 35 milhões de pessoas.   Ou seja, quando marxistas controlam estados, o marxismo é mais letal do que todas as guerras do século XX combinadas, inclusive a Primeira e a Segunda Guerra Mundial e as Guerras da Coréia e do Vietnã.
O regime mais autoritário e mais assassino da história está documentado no website do professor Rudolph J. Rummel, da Universidade do Havaí, no endereço http://www.hawaii.edu/powerkills, e no seu livro Death By Government.
Estudiosos da área de homicídio em massa dizem que a maioria de nós não é capaz de imaginar 100 mortos ou 1000. E acima disso, tudo vira apenas estatística: os números passam a não ter qualquer sentido conceitual para nós, e a coisa se torna um simples jogo numérico que nos desvia do horror em si. 
Quantos desses assassinos comunistas foram caçados e punidos? Ao contrário, tornou-se aceitável em todos os países do mundo (exceto na Polônia, na Geórgia, na Hungria, na Letônia, na Lituânia, na Moldávia e na Ucrânia) marchar sob a bandeira vermelha da ex-URSS, estampada com a foice e o martelo.
Mao Tse-Tung é amplamente admirado por acadêmicos e esquerdistas de vários países, os quais cantam louvores a Mao enquanto leem seu livrinho vermelho, "Citações do Presidente Mao Tse-Tung".
[N. do E.: no Brasil, o PCdoB, partido da base do atual governo, é assumidamente maoísta].
Seja na comunidade acadêmica, na elite midiática, na elite cultural e artística, em militantes de partidos políticos, em agremiações estudantis, em movimentos ambientalistas etc., o fato é que há uma grande tolerância para com as ideias socialistas — um sistema (de governo) que causou mais mortes e miséria humana do que todos os outros sistemas combinados.
Os esquerdistas, progressistas e socialistas de hoje se arrepiam com a simples sugestão de que sua agenda pouco difere da dos maníacos nazistas, soviéticos e maoístas.  Não é necessário defender campos de concentração ou conquistas territoriais para ser um tirano. O único requisito necessário é acreditar na primazia do estado sobre os direitos individuais.
Os inenarráveis horrores do nazismo, do stalinismo e do maoísmo não foram originalmente criados nas décadas de 1930 e 1940 pelos homens associados a tais rótulos.  Aqueles horrores foram simplesmente o resultado final de uma longa evolução de ideias que levaram à consolidação do poder nas mãos de um governo central, e tudo em nome da "justiça social".  Foram alemães decentes, porém mal informados — e os quais teriam tido espasmos de horror à simples ideia de extermínio e genocídio —, que construíram o Cavalo de Tróia que levou Hitler ao poder.
A estrada que estamos trilhando, em nome do bem comum, é muito familiar.  Se você não acredita, pergunte a si mesmo: qual o caminho que estamos trilhando: para uma maior liberdade ou para um maior controle governamental sobre nossas vidas?
Talvez pensemos que somos seres humanos melhores do que os alemães que criaram as condições que levaram Hitler ao poder. Quanto a isso, digo apenas o seguinte: não contem com isso.
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Leia também:

Walter Williams é professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros.  Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Melhor pôr a mão no Incosciente

Cada vez mais os neurocientistas estão interessados em desvendar o lado oculto da mente, que antes era assunto apenas de psicanalistas. Sigmund Freud, não foi o descobridor do inconsciente. No século XVlll já se discutia a existência dele.
  O inconsciente retém memórias que influenciam nossas atitudes. 
O homem da caverna tinha que reconhecer o perigo rapidamente, para se defender. Era importante que ele reconhecesse o inimigo antes mesmo de ser atacado, pois isso poderia custar a sua própria vida. Saber ler a expressão facial é uma habilidade extremamente importante. De acordo com os estudos científicos, ao longo da evolução o cérebro desenvolveu uma região chamada "área fusiforme" ou giro fusiforme,   que é um pedaço fininho e comprido da parte de baixo do cérebro. É ela a responsável pelo reconhecimento de faces e corpos, por analisar a primeira impressão que se tem da pessoa quando a vemos pela primeira vez, e julgar. Esse processo dura frações de segundo e é inconsciente, não percebemos o que  está acontecendo. Assim podemos amar ou rejeitar à primeira vista instantaneamente. Pessoas que possuem comprometimento nesta região, apresentam incapacidade do reconhecimento facial, mesmo quando este é familiar. Esta doença neurológica chama-se Prosopagnosia.
Através das técnicas de mapeamento cerebral, os estudos começam a mostrar que o inconsciente, um mundo inexplorado, é uma área muito maior que a consciência. Isso foi calculado pelos maiores experts do mundo em cérebro e cognição ( Oxford, Montreal, Londres, Columbia).  Pelas estimativas deles  a consciência ocupa apenas 5% da área do cérebro. O resto (95%) é reino do inconsciente. Muitas coisas que fazemos, o tempo inteiro, é inconsciente. Para falar e expressar suas idéias, por exemplo, você não precisa analisar e decodificar cada palavra, elas aparecem automaticamente porque o inconsciente vasculha seu vocabulário e empurra pra o seu consciente. Você pode dançar e conversar ao mesmo tempo também sem errar. Até mesmo os atos falhos, trocar uma palavra por outra, ou o nome de uma pessoa,  diz muito do inconsciente de uma pessoa.

Mas é possível influenciar o inconsciente, afirma o neurologista Ran Hassin, autor do livro "The Newcastle Unconscious" ( O novo Inconsciente),  praticando alguma coisa até que ela se torne uma segunda natureza. Quando se pratica muito alguma coisa ela fica gravada num tipo especial de memória que faz parte do inconsciente, é a memória não declarativa. É ela que permite um profissional exercer bem a sua profissão. Um músico violinista, um jogador de futebol, não teria tempo de recorrer a consciência para realizar todos os movimentos necessários ao seu bom desempenho. Ou seja, o treino é a chave para a conquista da habilidade. Então, se na maioria das vezes somos efeitos do nosso inconsciente e podemos influenciá-los,  melhor por a mão na inconsciência e tentar equilibrar as emoções.

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